poesia

Freedom and love

Posted on 8 Fevereiro, 2008. Filed under: poesia |

How delicious is the winning

Of a kiss at love’s beginning,

When two mutual hearts are sighing

For the knot there’s no untying!

Yet remember, ’midst our wooing,

Love has bliss, but Love has ruing;

Other smiles may make you fickle,

Tears for other charms may trickle.

Love he comes, and Love he tarries,

Just as fate or fancy carries;

Longest stays, when sorest chidden;

Laughs and flies, when press’d and bidden.

Bind the sea to slumber stilly,

Bind its odour to the lily,

Bind the aspen ne’er to quiver,

Then bind Love to last for ever.

Love’s a fire that need renewal

Of fresh beauty for its fuel:

Love’s wing moults when caged and captured,

Only free, he soars enraptured.

Can you keep the bee from ranging

Or the ringdove’s neck from changing?

No! nor fetter’d Love from dying

In the knot there’s no untying.

Thomas Campbell

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"Testamento"

Posted on 12 Janeiro, 2008. Filed under: poesia |

O homem estava sentado numas pedras, olhando a planura amarelada de trigo;

Um trigo  já crescido, pronto para ser amado.

O homem exalava paz, uma doçura cheirosa vinda do ar limpo mas crispado da solidão,

estava só mas não sozinho, sonolento mas de sentidos desperto.

Era aqui, pensava eu, que gostaria de voltar um dia um dia p’ra morrer:

Sem culpa, sem mágoa, sem dôr:

Apenas com a telúrea força de quem venceu a vida até no acto de a deixar.

E se o homem estivesse por perto, melhor seria: com ele partilharia de bom grado o último olhar.

 

(Publicado no bem haja aqui)

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O mar

Posted on 29 Outubro, 2007. Filed under: poesia |

Antes que o sonho (ou o terror) tecera
mitologias e cosmogonias,
antes que o tempo se cunhasse em dias,
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o mar, sempre o mar, já estava e era.
Quem é o mar? Quem é o violento
e antigo ser que destrói os pilares
da terra, e é só um e muitos mares,
e abismo e resplendor e azar e vento?
Quem o olha vê o pela vez primeira,
sempre. Com o assombro tal que as coisas
elementares deixam, as formosas
tardes, a lua, o fogo da fogueira.
Quem é o mar, quem sou? Sei o no dia
que virá logo após minha agonia.

(Jorge Luís Borges – tradução de José Bento) – link

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